Oi pessoal!
Não sei se com vocês também acontece de, por vezes, o barrilzão ficar se sentindo meio deprimido, meio esquecido no canto.
Ah claro!
Para alongar MMII ou dar uma gostosa deitada em DV ele é sempre lembrado.
Mas na hora de colocá-lo na roda com os outros equipamentos... nem sempre ele é convidado.
Hoje quero compartilhar com vocês uma opção de trabalho bem interessante apresentada no curso Coluna Viva por Isabela Moody (Physio Pilates). Ela reuniu e sistematizou muito bem vários exercícios que corriam meio soltos nos estúdios, além de criar novidades e variações.
A idéia é fazer um casamento entre o Ladder Barrel e a barra torre do trapézio ou 1/2 trapézio. Apesar de grandão, o barril é uma equipamento fácil de arrastar.
Coloque-o próximo ao trapézio, de frente para a barra torre, de maneira que você possa alcançá-la facilmente.
Posição inicial para flexão/extensão e gatos:


Apoie os pés na escada do barril enquanto descarrega o peso da bacia no arco do barril.
Este apoio da bacia deve ser com a descarga de peso no triângulo cristas ilíacas e púbis. É preciso que, sem apoiar as mãos em nada, você possa se manter com o corpo erguido (tronco alto, abdome fora do barril). Não por muito tempo, mas que essa posição esteja clara.
A parte anterior das coxas também devem estar firmes no barril como se fossem raízes externas sobre a terra.
Posição definida, alcance as mãos na barra torre e, antes de inicar os movimentos da coluna, faça um pouco de elevação e depressão de escápulas (mantendo o tronco paralelo ao solo), para compreender que, a partir da depressão o braço estendido continua a querer se aproximar do tronco que se ergue(bastante ação do tríceps). É como se o tronco e o braço fosses hastes de um compasso que querem fechar ou abrir, mas sempre com resistência. Deixe sua axila ativa e seu pescoço longo e solto.
Lembre-se que a intenção não é empurrá-la mas receber dela suporte, assistência lembram-se da postagem das relação das barras do estúdio com os MMSS?).
Pode-se inspirar indo para a extensão mantendo firme o púbis no barril enquanto desliza o cóccix para dentro em direção a ele, ativando o assoalho pélvico. Desta forma o sacro ficará mais enraizado e permitirá que a coluna se espreguice com espaços entre as vértebras e sem sobrecarga excessiva para a musculatura global da lombar (mais trabalho de musculatura profunda, intervertebral).
Quando descer para a flexão, lembre-se de organizar seu centro mantendo uma relação entre as costelas e cristas ilíacas. Desta forma não haverá sensação de peso no estômago.
A partir desta movimentação inicial, comece a brincar: suba em extensão e mergulhe em flexão já subindo novamente em extensão como se fosse um golfinho.
Experimente também o movimento oposto: suba em flexão e desça fazendo a extensão da coluna. Lembre-se que a cabeça deve acompanhar o movimento como se fosse uma última (ou primeira) vértebra da coluna.
Mais uma sugestão na mesma situação são as flexões laterais. Ficam aí as imagens como sugestão.

Experimentem e tragam idéias para compartilharmos! Beijo, Silvia.
Ah! Essa postagem vai em homenagem a minha amiga Cintia (que conheci através daqui do blog) e que andava meio brigada com o barril! rsrsr